
Hoje foi meu último dia de aula em 2007, e terminamos de maneira árdua, com uma prova terrível na aula de Ética: cada grupo, composto com alunos das três habilitações (Rádio, Jornal e Publicidade), recebeu um texto. A partir deste texto, deveríamos formular um outro, de 20 linhas, aplicando os conceitos de ética, moral, economia dos símbolos, ideologia, entre outras abordagens que eu nem lembro mais. Eu era a única representante da publicidade em meu grupo, mas mesmo assim, praticamente não colaborei de maneira fértil para o desenvolvimento do tal texto!! Vergonha, né?
Fala sério… vários semestres sem ler, e uma aula no sábado com a chuva caindo devagar… é para ficar com muita preguiça de pensar!
Saindo da faculdade, fui direto ao supermercado, comprar alguns ingredientes para uma comemoração de fim de ano tipicamente japonesa: dashi, gobo e kampyou, ingredientes usados para o preparo de sushi e ozoni, a sopa que acompanha o bolinho de arroz conhecido como moti. Uma dilíça!!
Chegando ao ponto, neca de 103, só os microônibus. E eu não pego microônibus de jeito nenhum, só em ocasiões em que estou com muitíssima pressa e não há outra alternativa. Esperei 40 minutos até conseguir pegar um busão meeeesmo! O ruim é que eu estava com 3 maços de gobo, pesados e me incomodando!
Já disse que tenho uma vontade imensa de queimar enfeites natalinos?
Eu não gosto de Natal. Não sou cristã, não tenho religião, não consigo mais entender certas coisas, certas tradições. A única coisa boa no Natal é a comida, que fica mais gostosa do que no restante do ano. Fora isso, não suporto aquele arzinho de alegria que as pessoas ostentam nesse dia. Todos falam “Feliz Natal”, como se o Natal e outras datas fossem as únicas datas para se receber um desejo de felicidade. É apenas um (1) dia. Ainda se fosse para todos os dias do ano, sem diferenciação, eu deixaria passar.
Eu só desejo Feliz Natal porque virou clichê. Não que eu vá desejar tudo de ruim, só para contrariar o normal, mas é que ficou tão banal dizer isso todo final de ano… Prefiro mais é dizer: bom final de ano e um ótimo 2008. Fica bem mais geralzão e tira um pouco dessa religiosidade que eu não tenho.
Natal me dá tristeza. Todo ano o Natal é igual, o ar que ronda a data em minha casa é o mesmo: na tv, de manhã, passam desenhos da Disney; a rua fica vazia, os vizinhos acordam falando alto, o dia fica com cara de domingo, e eu tenho de ajudar a preparar a comida. O cheiro de peru assado fica no ar, as pessoas vêm até a sua casa para cumprimentar, telefones tocam o dia inteiro, a casa fica mais limpa que o usual.
Isso me deixa deprimida, tanto é que no ano passado fiquei apática, não conseguia comer direito. Eu não tinha com quem conversar!! Todos os meus amigos viajaram!!
Queria ver alguém que não fosse da minha família, porque enjoa ter de comemorar um data festiva sempre com as mesmas pessoas.
E eu já estou começando a sentir o sinal da tristeza chegando. Infelizmente.
Bem, só para não dizer que tudo é triste, ganhei um presente de Natal antecipado. Dois dvd´s: Dolls, do Takeshi Kitano, e Ninguém pode saber, do Hirokazu Kore-Eda. Quero ver se assim consigo montar minha dvdteca de filmes asiáticos.