
Macross Frontier e seus protagonistas
Criada para comemorar o 25º aniversário da série original, Macross Frontier estreou na TV japonesa em abril de 2008 e surpreendeu os fãs não apenas pela sua excelente animação, mas também por uma ótima trilha sonora, composta pela famosa e tarimbada Yoko Kanno, responsável pelas músicas sensacionais de Cowboy Bebop. Só de saber que é uma série da linha Macross muitos ficam interessados, e quando tocamos na parte musical, o interesse fica maior ainda, porque é um número musical atrás do outro intercalado com batalhas muito bem executadas.
A história de Macross Frontier, tendo como pano de fundo uma colônia de humanos e zentraedi (alienígenas gigantes) em busca de um local favorável na Via Láctea, começa girando em torno de um triângulo amoroso envolvendo Alto Saotome, Ranka Lee e Sheryl Nome, as duas últimas responsáveis pelas cenas mais “musicais”. Como sucessoras da cantora Linn Minmay, a superstar da série original, Ranka e Sheryl protagonizam praticamente todas as músicas da série. Mas apesar de seguirem carreira como cantoras, elas possuem vidas muito diferentes: Ranka sofre de amnésia, é adotada e criada como irmã de Ozma Lee, um oficial da organização Civilian Military Provider SMS, e segue sua vida como uma colegial, lutando para ganhar espaço como cantora; Sheryl é uma órfã que foi utilizada em uma experiência por Grace O’Connor ( sua empresária, que só no final da série revela seus verdadeiros objetivos), tendo uma carreira de sucesso como cantora pop. Ambas possuem o poder de intervir no espaço apenas com o poder de suas canções.
Alto Saotome é um colegial que treina para ser piloto da SMS, sendo confundido com uma mulher devido ao seu aspecto físico. Integrante de uma família que segue a tradição do teatro japonês Kabuki, Alto se desliga da sua família e entra em conflito com seu pai, que não gosta da opção do filho em deixar o kabuki de lado para pilotar mechas. Após ser aceito como piloto do VF- 25 Messiah, um mecha/nave de combate, Alto ainda tem de se desdobrar entre Ranka e Sheryl, que disputam o coração do coitado.
Como em toda batalha que se preze, há o antagonista para atrapalhar o desejo dos habitantes da colônia e dos protagonistas. Os Vajra, criaturas alienígenas que tentam destruir a colônia e todos os habitantes; o oficial Leon Mishima, que ambiciona o poder e favorece o ataque de Vajra ao Macross Frontier, e Grace O’Connor, a escudeira de Sheryl que se mostra uma vilã no final. Há outros elementos e personagens que se tornam obstáculos e que só são apresentados com o decorrer da história, sendo necessário acompanhar a série com a devida atenção. É bom ressaltar também que são usadas várias terminologias e nomes, típico das séries de ficção científica. É preciso ter uma boa memória para decorar e saber o que há por trás de cada um deles.
Para finalizar, vou falar um pouco sobre a trilha sonora, grande destaque das séries Macross. Em Macross Frontier, a linda voz de May’n, a cantora do sucesso e ótimo tema de encerramento “Diamond Crevasse”, é que dá vida aos sucessos da personagem Sheryl. A seiyuu Aya Endo faz apenas a voz da dublagem, cabendo a May’n a parte musical do anime. Para a personagem Ranka Lee, a estreante Megumi Nakajima deu conta de dublar e cantar, inclusive colocando no repertório o sucesso “Ai oboete imasuka”, que fez um estrondo danado na voz de Mari IIjima. Logo na primeira abertura de Macross Frontier, a cantora e seiyuu Maaya Sakamoto dá voz à canção Triangular, que lá pro final da série é interpretada por Nakajima e May’n. Aliás, a Maaya Sakamoto é figura constante em canções compostas pela Yoko Kanno, que sabe muito bem escolher os intérpretes e criar arranjos sensacionais. Não é á toa que as OST’s produzidas pela compositora vendem tão bem lá no mercado japonês.
PS: ainda não li o mangá de MF, mas o visual não é muito atraente. Não sei se a história segue rumos diferentes, mas acho que é bom dar uma conferida e avaliar se é bom para acompanhar.
