Ontem fui ao Centro de Eventos do Pantanal, ver a tal Multifeira Internacional e os tão divulgados estandes de artesanatos e móveis importados. Pensei até que a entrada fosse franca, mas todos os lugares que divulgaram a tal multifeira não disseram nada sobre pagar R$ 5 por cabeça. Um ingresso muito caro para o que a gente gostaria de encontrar lá.
Fui junto com mais dois irmãos, paguei a entrada para nós três e fomos lá, visualizar o que havia de bom no pavilhão. Logo na entrada, um estande da Ilha de Java, com uma senhora oriental sentada enquanto uma moça brasileira dava conta de atender a todos os que ficavam interessados nas mercadorias. Alguns quadros em dourado com a figura de Buda, um lindo dragão oriental esculpido em madeira (que apesar de custar 90 reais, não achei caro, principalmente por ser bem feita e muito bem acabada), algumas bicicletas em miniatura muito bonitas e caras, várias peças de artesanato, alguns quadros, bolsas e coisas manufaturadas. Passei por esse estande, e talvez na hora de ir pra casa eu passasse por lá novamente, se o dinheiro sobrasse, claro.
Avançamos pelo corredor. Passamos pelo estande da Honda, com uns dois carros novos e algumas motos em exposição. Não era de nosso interesse, então avançamos pelos outros corredores e fomos atrás de outros estandes. Passamos por uns 4 estandes de países africanos (Quênia, Gana, East Africa, Tunísia). Nos três primeiros, muitos enfeites feitos em madeira negra e em pedra muito bem polida. Várias esculturas de nativos, girafas, hipopótamos, leões e tantos outros animais. Paramos principalmente em dois estandes de africanos- em um comprei dois conjuntos com 4 gatinhos de madeira, e um enfeite de galinhas com uma pequena cordinha, que fazia as três aves se mexerem, como se estivessem ciscando a terra. Foram 30 reais só nesse estande (acho que era de East Africa). Paguei à senhora africana, que estava meio confusa com os pedidos que estava recebendo, já que ela estava sozinha vendendo os artesanatos e estava com problemas com o troco. Recebi meu troco, agradeci e recebi um thank you.
Depois passamos por estandes de Egito, Paquistão, Dubai, Índia, Turquia, Palestina, República Checa, e outros países que eu não me lembro bem. Passamos pelos estandes do Paraguai e do Peru, e nesse último comprei minha flauta de bambu, apesar de ter ficado de olho no joguinho de xadrez com pessoas trajando roupas típicas peruanas no lugar dos tradicionais Rei, Rainha, Torre e etc… Nem me atrevi a perguntar o preço do jogo de xadrez, mas pelo menos levei a flauta peruana por 10 reais.
Havia outros estandes também, apenas com produtos mineiros, artesanato cearense e coisas de outros estados brasileiros. Compramos meio quilo de doces mineiros, e um outro tanto de salgadinhos. O preço era meio caro, mas eu já estava prevenida e levei um bocado do meu dinheiro pra gastar lá. ¬¬’ Já achei bom o taxista que nos levou pra lá ter cobrado 20 reais em vez dos 24 que o marcador digital havia indicado (ele tem o ponto no bairro vizinho, e já levou o pessoal de casa em várias outras ocasiões, o que nos torna fregueses habituais).
Depois de um tempo, minha outra irmã tinha chegado também ao Centro de Eventos, e aí lá fomos nós dar mais uma volta por todo o pavilhão. Como eu já havia dito no outro post, quando você quer comprar algo, o dinheiro não vem. E quando você tem o dinheiro, as coisas que você quer chega aos montes. Fiquei mais ou menos assim quando vi a escultura e a bicicleta em miniatura no estande da Ilha de Java, porque passei por lá umas 3 ou 4 vezes. u.u’
No final, bateu a fome. Fomos para a tal praça de alimentação, que era uma parte muito apertada do pavilhão, lotada com mesas e cadeiras de plástico amarelo. Poucos estandes com comidas, e um lugar muito cheio de gente faminta. Logo na entrada, umas senhoras que têm cantina no Sesc Arsenal estavam lá, vendendo tortas e empadões. Apesar do preço ser muito alto, compramos três pedaços de torta. O de camarão estava muito bom, nunca tinha comido um salgado tão gostoso assim! XD
Depois, eu vi a barraca de yakissoba e soba. Fui lá, e estava cheio de nihonjin fazendo pedidos! Com uma baita vontade de comer o yakissoba, pedi logo duas porções para levar pra casa. Apesar da vasilha de isopor parecer um tanto pequena, ela acomodou até uma porção grande de yakissoba, com vários vegetais dentro. Na hora de empacotar, a moça me perguntou se eu preferia garfo ou hashi. Preferi o hashi, só pra treinar em casa (é meio vergonhoso, mas não sei comer direito com hashi, não tenho coordenação motora suficiente para lidar com um).
Acho que a maior decepção que eu tive com essa feira não foi nem a cobrança da entrada, mas a falta de comida típica dos países expositores. Fui lá porque falaram que teria uma praça de alimentação com pratos internacionais, mas o que mais vi foi lanchonete vendendo pastel e salgados de cantina, bem como refrigerantes de marcas locais, enquanto a grande maioria prefere Coca Cola!
Além dos empadões e das duas porções de yakissoba, compramos tapioca. Na verdade, eu esperava encontrar coisas mais apetitosas, mas o que vi lá no quesito culinária foi muito pobre. Nem vi os tais pastéis de Coimbra que o jornal tinha escrito! ¬¬’ Saí de lá meio frustrada (meio???), e acho que quando tiver algum outro evento parecido vou ficar com pé atrás.
Bem, pelo menos vou mostrar o que comprei. Não é lá algo sofisticado, mas pelo menos é algum souvenir interessante (pra mim, pelo menos).




